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Por quanto tempo devo fazer terapia?

Atualizado: Jul 13

Esse post surgiu depois de uma conversa com um cliente, que em busca de uma terapia específica a qual eu não ofereço, e foi mal orientado por um terapeuta da área.


Falei com ele, e fiquei pensando se esse assunto não poderia ajudar vocês também.


Vamos lá. Como sempre, não existe fórmula mágica ou receita pronta, mas sim alguns fatores que podem lhe servir de base.


1 - Seu objetivo com a terapia

São diversos os objetivos de uma pessoa que procura terapia...

Pode ser curar uma doença específica, ou ajudar em seu tratamento médico / psicológico.

Passar por uma fase emocional difícil ou lidar com um trauma.

Descobrir alguma razão oculta (subconsciente) que lhe impede de ser feliz ou alcançar algum objetivo.

Alcançar bem estar, melhorar qualidade de vida, reduzir stress, ansiedade, raiva, sensação de cansaço e esgotamento.

Etc, etc, etc.


Pode ser que você tenha até mais de uma questão para lidar, e às vezes pode até surgir um novo objetivo ou ponto de observação durante o processo terapêutico, mas ter clareza de objetivos e propósito com a terapia é o determinante para ter um norte sobre a duração do processo, além de lhe proporcionar maior determinação para percorrer essa jornada.


2 - Seu comprometimento com o processo

Uma pessoa que busca terapia, mas não se compromete com o processo terapêutico, de certa forma desperdiça o seu tempo (e o do terapeuta), além de acabar jogando dinheiro fora também.


O comprometimento com o processo não precisa ser uma obsessão. Está mais ligado a manter um desejo ardente por resolver suas questões, olhar com honestidade para si e falar abertamente com o terapeuta. Quanto mais comprometido você estiver, maiores serão suas chances de sucesso, e consequentemente, menor o tempo que você precisará estar na terapia.


Aqui conta mais o que você faz fora da sessão terapia do que dentro dela. Dentro é mais um acompanhamento e reforço.


Esse fator também depende do seu objetivo com a terapia, afinal se não há clareza de objetivo não faz muito sentido haver uma razão para se comprometer.


3 - O tipo de terapia e terapeuta

Com certeza esse tempo depende do tipo de terapia que você pretende fazer. Algumas terapias são mais longas do que outras, e às vezes uma mesma terapia também pode ter abordagem diferente entre terapeutas.


Aqui é importante você saber o que é comum dentro da área de terapia que escolheu, se ela normalmente possui uma atuação de curto ou longo prazo. O mesmo vale para o terapeuta escolhido.


Por exemplo no Reiki, se eu atendo uma pessoa e vejo que o problema dela é crônico ou muito longo, recomendo que ela faça o curso de Reiki para que ela mesma possa fazer suas aplicações. Considero uma falta de ética manter o cliente cativo, preso à terapia por muito tempo. Mas essa conduta varia muito entre terapeutas.


Já as sessões de Thetahealing, por exemplo, normalmente costumam ser pontuais. Não é preciso ficar voltando ao terapeuta para lidar com a mesma questão.


Se tem dúvidas nesse sentido, recomendo os posts anteriores sobre escolha das terapias e dos terapeutas. Não existe fórmula mágica, mas sim pesquisa e informação.


4 - O tempo que você tem disponível

Aqui entra uma questão prática, de agenda mesmo, somada ao bom senso.


Se o problema é grave, não quer dizer que fazer um dia inteiro de terapia, ou dez sessões seguidas, irá resolvê-lo mais rápido, pois é um processo onde muitas vezes é preciso deixar o tempo agir para que a parte energética se reequilibre.


Por isso é importante compreender que pode ser mais ou menos longo, e trazer esse processo para a sua agenda. Se organizar para um encontro presencial (ou online para quem trabalha assim - eu não gosto).


Eu particularmente recomendo atendimentos no mínimo semanais e no máximo mensais. É o que cabe para o meu escopo de atuação e que entendo que os clientes conseguem encaixar em suas agendas, além de ser um tempo razoável para ver a evolução do que se deseja tratar.


Entrar em uma terapia sem ter disponibilidade de comparecer aos encontros pode prejudicar o seu processo e também o terapeuta, que se organizou para lhe atender.


5 - A questão financeira

Mais uma questão de aspecto prático.


Muita gente para no meio de um processo terapêutico por questões financeiras.


Dependendo do tipo de terapia e da parte energética que ela trabalha, interromper o processo pode gerar consequências danosas, por isso é importante ter noção dos preços e do tempo que pretende investir no processo.


Observar os fatores anteriores, e saber desde o começo do processo quanto tempo e dinheiro você deverá investir, também são maneiras de você observar a transparência do terapeuta que lhe atenderá. Terapeutas que não dão estimativa do trabalho que irão fornecer, ou que "obrigam" você a fazer os acompanhamentos de forma exclusiva, normalmente estão mal intencionados.


Mesmo assim, se por algum imprevisto você precisar suspender o processo terapêutico, converse com o terapeuta antes de abandonar. Mutas vezes é possível flexibilizar o atendimento, mudar a frequência dos encontros ou se for o caso, fazer um fechamento energético para que você possa sair da terapia sem maiores complicações.




É isso. Com essas informações espero que você tenha um pouco mais de base para compreender se as terapias irão durar mais ou menos tempo.

Também espero que você tenha mais argumentos e pontos de observação para conversar com seu terapeuta.


Dúvidas? Sempre que quiser, pode me chamar!


Abraços!


Valter F. Guedes



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